TERRITORIOS QUE ENFERMAN, CUIDADOS QUE SOSTIENEN: URBANIZACIÓN PERIFÉRICA Y REPRODUCCIÓN SOCIAL EN AMÉRICA LATINA
Resumo
Este trabajo analiza la producción de las periferias latinoamericanas como elemento central para comprender las determinaciones sociales de la salud y la reproducción social. Lejos de constituir márgenes pasivos o residuales, las periferias son configuraciones relacionales asimétricas modeladas históricamente por la urbanización capitalista, moderna, colonial y extractiva. Esta periferia subordina los territorios a los circuitos globales de acumulación, operando como una estructura biopolítica que vulnera los cuerpos e impacta decisivamente en el proceso salud-enfermedad-muerte. En estos escenarios de profunda desigualdad, los costos materiales y ecológicos del deterioro recaen desproporcionadamente sobre el trabajo de cuidados, poniendo a prueba la sostenibilidad de la vida en contextos precarios. Sin embargo, a pesar de concebir la periferia como un espacio vital en constante conflicto, se revela en la práctica como una geografía de desposesión, así como un nodo fundamental de resistencia popular. Mediante prácticas comunitarias, agencias locales y redes de cuidados colectivos, sus habitantes resignifican los márgenes, transformándolos en escudos protectores contra las lógicas expansivas del capital y reivindicando el derecho inalienable a una vida digna y saludable.
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