ISC SMART CITY MODEL: OPERACIONALIZANDO A INOVAÇÃO PARA A PRÁTICA DA CULTURA DE CIDADES INTELIGENTES E SUSTENTÁVEIS EM TRÊS CONTEXTOS TERRITORIAIS DO RIO DE JANEIRO
Resumo
O desenvolvimento de cidades inteligentes e sustentáveis centradas nas pessoas requer processos capazes de converter percepções locais em prioridades e desafios para a inovação. Este artigo analisa a aplicação do ISC Smart City Model em três contextos territoriais do Rio de Janeiro: Copacabana, Gávea e as favelas da Rocinha e do Parque da Cidade. A pesquisa é aplicada, quanti-qualitativa, descritiva e comparativa e reúne diagnósticos centrados nas pessoas, Mapas de Forças Locais Atuantes (MFLA), fóruns e Mapas de Inovação Local (MIL). Foram consolidados 388 questionários válidos em Copacabana e 380 na aplicação do Gávea Lab. Os resultados foram específicos: Cultura e Segurança orientaram os desafios de Copacabana; Segurança e Educação destacaram-se na Gávea; e Educação, Desenvolvimento Econômico e Segurança, nas favelas. Temas coincidentes assumiram sentidos diferentes segundo as experiências locais. O MFLA e o MIL traduziram os diagnósticos em desafios para o ecossistema de inovação. Oficinas presenciais e assistentes virtuais constituíram opções paralelas e posteriores de apoio à geração de soluções. Conclui-se que o ISC apresenta evidências de reaplicabilidade processual sensível ao contexto: mantém uma estrutura comum para identificar e priorizar desafios locais, mas produz conteúdos definidos pelas vidas de cada território, sem prescrever tecnologias ou respostas universais.
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