GEOPRICING E GEOBLOCKING NAS RELAÇÕES DE CONSUMO: PROTEÇÃO DE DADOS, DIFERENCIAÇÃO GEOGRÁFICA E RESPONSABILIDADE CIVIL NO ORDENAMENTO BRASILEIRO
Resumo
A expansão do comércio eletrônico e o desenvolvimento de tecnologias capazes de coletar e analisar dados pessoais transformaram as relações de consumo. Nesse contexto, práticas como geopricing e geoblocking permitem a utilização de informações relacionadas à localização dos consumidores para estabelecer diferentes preços, condições contratuais ou formas de acesso a produtos e serviços. Este artigo tem como objetivo analisar em que medida essas práticas podem produzir diferenciação potencialmente discriminatória nas relações de consumo e quais instrumentos jurídicos podem contribuir para a proteção dos consumidores no ordenamento brasileiro. Adota-se abordagem qualitativa e exploratória, mediante pesquisa bibliográfica e documental, com análise de produções acadêmicas e da legislação relacionada à proteção do consumidor, aos dados pessoais e à responsabilidade civil. Os resultados indicam que a localização geográfica, isoladamente, não caracteriza necessariamente uma conduta ilícita, sendo necessário considerar a finalidade, a justificativa, a transparência e os efeitos da diferenciação. Verificou-se que a articulação entre o Código de Defesa do Consumidor e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais oferece instrumentos relevantes para o enfrentamento dessas práticas, especialmente diante do tratamento de dados e da assimetria informacional no ambiente digital. A experiência regulatória internacional também pode contribuir para o aperfeiçoamento da tutela brasileira, enquanto a teoria do ilícito lucrativo amplia o debate sobre a responsabilidade civil decorrente da obtenção de vantagem econômica por meio de condutas ilícitas.
##plugins.generic.usageStats.downloads##

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Os autores declaram serem responsáveis pela originalidade, pelo ineditismo e pela atualidade de todo o conteúdo do artigo, mediante a referência completa de todas as fontes consultadas.
Cada autor concede à Revista LexCult permissão para avaliar, normalizar, editar e publicar o artigo submetido, de modo inédito.
Casos de plágio e autoplágio não serão aceitos sob nenhuma hipótese. O autor plagiário será suspenso por 5 (cinco) anos sem publicação na Revista LexCult.
É permitida a cópia, total ou parcial, de artigo publicado na Revista LexCult, desde que informada a fonte (autor e revista), sendo vedado o uso comercial e a produção e distribuição de trabalhos derivados. Caso seja verificada a quebra de exclusividade, a submissão será arquivada e o autor estará suspenso de publicar por 5 (cinco) anos na Revista LexCult, sem prejuízo das ações cíveis/penais previstas em lei.
O autor tem ciência de que:
a) a submissão poderá ser recusada caso o Conselho Editorial da Revista LexCult, responsável pela avaliação e seleção dos artigos, não considere pertinente a publicação, por quaisquer motivos, devidamente fundamentados;
b) os editores reservam-se o direito de modificar o texto da submissão - sem alteração de conteúdo - para normalizá-lo e adaptá-lo às normas de publicação.