O DIREITO AO ACESSO E À PERMANÊNCIA DAS COMUNIDADES REMANESCENTES DE QUILOMBOS NO TERRITÓRIO:
COMO OS MINISTROS DO STF TÊM INTERPRETADO ESSA QUESTÃO?
Resumo
Este artigo apresenta o mapeamento e a análise de acórdãos de inteiro teor proferidos pelo Supremo Tribunal Federal acerca do direito territorial das comunidades quilombolas, considerando o período de 1988 a 2020. O objetivo foi compreender como esse direito vem sendo socialmente construído e interpretado no campo jurídico brasileiro, com atenção às práticas discursivas que fundamentam as decisões judiciais. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, baseada em análise documental e de conteúdo. Foram identificados os agentes participantes dos litígios, as categorias mobilizadas pelos ministros e os argumentos utilizados na interpretação do direito ao território. Os resultados oferecem um panorama das decisões do Supremo Tribunal Federal e evidenciam como categorias provenientes do direito e das ciências sociais participam da construção jurídica das comunidades quilombolas como sujeitos de direitos.
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